quarta-feira, 27 de setembro de 2017

«O turismo sustentável como instrumento de desenvolvimento» - Dia Mundial do Turismo 2017


«O turismo sustentável como instrumento de desenvolvimento» é o tema eleito pela Organização Mundial de Turismo para a celebração do Dia Mundial do Turismo 2017 (27 de setembro). A sustentabilidade hoje ganha uma força verbal e não verbal sobre a qual é necessário refletir e compreender as suas dimensões e implicações nos territórios turísticos, local e regional.

É preciso preciso refletir sobre a extensão sociopolítica da sustentabilidade turística como plataforma de salvaguarda das particularidades socioculturais das comunidades locais e da paisagem humanizada. O alcance social, cultural, económico e político do turismo sustentável concretiza-se com o envolvimento dos atores locais no projeto turístico. Há que desenvolver um processo de consciencialização e educação turísticas por forma a envolver todos na dinâmica turística enquanto uma das grandes atividades humanas do século XXI.

Taleb Rifai, Secretário-geral da Organização Mundial de Turismo, na sua mensagem alusiva à efeméride, sublinha o contributo do turismo para o desenvolvimento sustentável por meio de cinco pilares: económico, social, ambiental, cultural e o da paz.

É pela via económica e do social que se gera emprego, crescimento sustentável e consequentemente, o turismo tona-se um instrumento de inclusão social e de empoderamento das comunidades locais. O turismo poderá influenciar positivamente os comportamentos socioambientais das comunidades anfitriãs e dos visitantes, através de ações de educação ambiental promotoras da conservação da natureza (património natural) como marca genuína do território e da relação do Homem com o meio envolvente.

Há uma relação intrínseca entre turismo e cultura. Os ativos culturais são elementos identitários dos locais, mas também recursos turísticos que potenciam os territórios como lugares de descoberta das culturas material e imaterial, das vivências coletivas e de relações inter e multiculturais entre os locais e os turistas.                                                 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Congresso «A Intervenção Teatral em Portugal no Século XXI»



A Intervenção – Associação para a Promoção e Divulgação Cultural organiza o congresso «A Intervenção Teatral no Século XXI: formação, produção, programação, gestão, descentralização, animação e intervenção social, cultural e educativa». O evento realiza-se em Paredes de Coura, nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2017.

O congresso de acordo com a organização tem os seguintes objetivos:  

«Analizar o papel do Teatro no século XXI;
Aferir das linhas e intervenção teatral nas diferentes áreas: educação, produção, gestão, descentralização, formação, animação, saúde,…;
Incentivar o debate e a reflexão à volta do Teatro e dos seus diferentes contributos em programas de intervenção social, cultural e educativa;
Projetar e direcionar o debate sobre  o Teatro junto de grupos, comunidade, mundo académico, poder político, investigadores, pedagogos, estudantes e avaliar da sua importância para a formação do ser humano;
Refletir sobre o contributo do Teatro para a assunção de uma cidadania e participação ativa comprometidas com o desenvolvimento e a autonomia do cidadão;
Estimular a intervenção teatral como prática educativa, cultural e social em torno de projetos que valorizem a interacção permanente entre pessoas e comunidades;
Implusionar o Teatro como necessidade humana, estimulando o ser humano a vencer medos, inibições, emores e tudo aquilo que o condiciona e limita e o impede de ser um participante ativo, crítico e autónomo;
Refletir sobre o Teatro nas vertentes de: formação, produção, programação, gestão, descentralização e animação;
Questionar as práticas teatrais existentes face aos emergentes desafios do século XXI.»

A metodologia de trabalho do congresso desenvolver-se-á pelos seguintes eixos: conferências temáticas, painéis, mesas redondas e relatos de experiências.

As conferências incidirão nas temáticas do «teatro e educação; produção e gestão teatral em Portugal; Teatro e animação; Teatro e intervenção comunitária…;». 

Os painéis temáticos estarão centrados na importância do teatro na sociedade: «A formação teatral em Portugal; a produção teatral (programação, gestão, descentralização teatral), Teatro e intervenção terapêutica (saúde, bem-estar, deficiência…); Teatro e Intervenção Social (teatro de amadores, teatro e desenvolvimento, teatro na comunidade...)…;». 

As temáticas das mesas redondas redondas versarão sobre a «Descentralização em Portugal; A gestão dos teatros municipais; o apoio à produção teatral em Portugal...;» e os relatos de experiências sobre a importância do teatro na comunidade; e oficinas sobre o teatro nas suas diferentes áreas de intervenção: «Teatro do Oprimido, formas animadas, voz, saúde, animação, jogo dramático...». 

O congresso para além da metodologia apresentada, contará com a realização de atividades de animação teatral com a comunidade, espetáculos e exercícios teatrais.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

APDASC promove o XXIV Congresso Internacional de Animação Sociocultural



A APDASC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural organizará nos dias 21 e 22 de outubro de 2017, o XXIV Congresso Internacional de Animação Sociocultural: Património e Comunidade, na cidade de Setúbal, no Cinema Charlot - Auditório Municipal. O tema eleito vai de encontro ao  Ano Europeu do Património Cultural 2018 (AEPC 2018). 

A organização do congresso definiu como objetivos do congresso a sensibilização da comunidade, em particular, os animadores socioculturais «(...) para a história e os valores europeus e reforçar o sentimento de identidade europeia.»; alertar para as oportunidades e desafios do património cultural perante a era digital, para os riscos da pressão ambiental, em especial, nos sítios classificados como Património Mundial da humanidade e para o tráfico dos bens culturais.

Recorde-se que o AEPC 2018 foi adotado pelo Parlamento Europeu sob proposta da Comissão Europeia. «O AEPC 2018 é enquadrado pelos grandes objetivos da promoção da diversidade cultural, do diálogo intercultural e da coesão social, visando chamar a atenção para o papel do património no desenvolvimento social e económico e nas relações externas da União Europeia». 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Receção de artigos | Revista Práticas de Animação 2017

A revista Práticas de Animação tem privilegiado a reflexão sobre o corpus teórico e as práticas de animação sociocultural, numa perspetiva interdisciplinar e de reflexão plural partilhada por animadores, educadores, investigadores e outros atores sociais com experiências e vivências profissionais que permitem se posicionarem no campo teórico-prático da animação sociocultural. 

Os artigos poderão  versar sobre a animação sociocultural, animação socioeducativa, animação turística, o ócio, o lazer e os tempos livres, as políticas culturais, a pedagogia social e a educação sociocomunitária, entre outros domínios de investigação e intervenção privilegiados para a ação dos animadores. 

Neste quadro de realização, convidamos todos os interessados a colaborar no próximo número da revista. para tal poderão enviar os vossos contributos até o próximo mês de setembro de 2017, para o e-mail: revistapraticasdeanimacao@gmail.com

segunda-feira, 27 de março de 2017

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2017

«Eis-nos aqui uma vez mais. Reunidos de novo na Primavera, 55 anos após a nossa reunião inaugural, para comemorar o Dia Mundial do Teatro. Só um dia, 24 horas, é dedicado a celebrar o teatro em todo o mundo. E aqui estamos em Paris, a primeira cidade no mundo a atrair grupos de teatro internacionais para venerar a arte do teatro.

Paris é uma cidade mundial, capaz de conter as tradições do teatro mundial num dia de celebração;  partir da capital francesa podemos transportar-nos para o Japão experimentando os teatros Noh e Bunraku, traçar uma linha desde aqui até pensamentos e expressões tão diversas como a Ópera de Pequim e Kathakali; o palco permite-nos permanecer entre a Grécia e a Escandinávia enquanto nos envolvemos em Ésquilo e Ibsen, Sófocles e Stridberg; permite-nos voar entre a Grã-Bretanha e Itália enquanto reverberamos entre Sarah Kane e Pirandello. Nestas vinte e quatro horas podemos ir de França à Rússia, de Racine e Molière a Tchekov; até podemos cruzar o Atlântico como um raio de inspiração para servir num Campus da Califórnia, atraindo ali um jovem estudante a reinventar-se e a fazer o seu nome no teatro. 

De facto, o teatro tem uma vida ao próspera que desafia o espaço e o tempo; as us peças mais contemporâneas nutrem-se dos sucessos dos séculos passados, e mesmo os reportórios mais clássico se tornam modernos e vitais de cada vez que são novamente representados. O teatro renasce sempre das suas cinzas, alterando somente em novas formas as suas convenções anteriores: é assim que se mantém vivo. 

Obviamente, o Dia Mundial do Teatro não é um dia vulgar a ser integrado no decorrer dos demais dias. Ele permite-nos aceder a um imenso espaço-tempo continuum através da pura majestosidade do cânone global. Para a capacidade de conceptualizar isto, permitam-me que cite um dramaturgo francês, tão brilhante como discreto, Jean Tardieu: ao pensar no espaço Tardieu diz que é sensato perguntar "qual é o caminho mais longo de um lugar a outro?"... Quanto ao tempo, sugere que se meça "em décimas de segundo, o tempo que se demora a pronunciar a palavra "eternidade""... No entanto, para o espaço-tempo, diz: "antes de adormeceres, fixa a tua mente em dois pontos no espaço, e calcula o tempo que leva, num sonho, a ir de um ao outro. É a frase, num sonho, que sempre ficou em mim. Até parece, que Tardieu e Bob Wilson se conheceram. Também podemos resumir a singularidade do Dia Mundial do Teatro citando as palavras de Samuel Beckett, que faz com que a personagem Winnie diga, no seu estidlo expedito: "oh que belo dia teria sido". Ao pensar nesta mensagem, que me sinto honrada por ter sido convidada a escrever, recordei todos os sonhos de todas estas cenas. Como tal, é justo dizer que não vim só a esta sala da UNESCO; todas as personagens que já representei estão aqui comigo, papéis que parecemabandonar-me quando a cortina cai, gravaram uma vida subterrânea dentro de mim, à espera de assistir ou destruir os papéis que se seguem: Freda, Araminte, Orlando, Hedda Gabbler, Medeia, Merteuil, Blanche DuBois... Também complementando-me enquanto estou hoje diante de vós estão as personagens que amei e aplaudi enquanto espectadora. É por isto que pertenço ao mundo. Sou grega, Africana, Síria, Veneziana, Russa, Brasileira, Persa, Romana, Japonesa, Nova-Iorquina, MArselhesa, Filipina, Argentina, Norueguesa, Coreana, Alemã, Austríaca, Inglesa - uma verdadeira cidadã do mundo, em virtude de todo pessoal que existe em mim. Pois é aqui, no palco e no teatro que encontramos a globalização. 

No Dia Mundial do Teatro em 1964, Laurence Olivier anunciou que, depois de mais de um século de luta, tinha sido finalmente criado no Reino Unido um teatro Nacional, que ele desejava transformar imediatamente num teatro internacional, pelos menos em termos de repertório. Ele sabia bem que Shakespeare pertencia ao mundo. 

Enquanto pesquisava para esta mensagem, fiquei feliz por saber que a mensagem inaugural do Dia Mundial do Teatro em 1962, foi confiada a Jean Cocteau, um candidato apropriado devido ao livro de sua autoria "À volta do mundo novamente em 80 dias". Isto fez-me perceber que andei à volta do mundo diferentemente. Fi-lo em 80 espectáculos ou 80 filmes,. Incluo os filmes pois não distinguo entre fazer teatro ou filmes, o que me surpreende mesmo de cada vez que o digo, mas é verdade, é assim que é, não vejo diferença entre os dois. 

Ao falar aqui não sou eu, não sou uma actriz, sou somente uma das muitas pessoas que o teatro usa como uma conduta para existir, e é meu dever sser recetiva a isso - ou, por outras palavras, não fazemos o teatro existir, é antes graças ao teatro que nós existimos. O teatro é muito forte. resiste e sobrevive a tudo, guerras, censura, penúria. 

Basta dizer que "o palco é uma cena vazia de um tempo indeterminado" - tudo o que precisamos é de um actor. Ou  de uma actriz. O que é que eles vão fazer? O que é que eles vão dizer? Eles falam? o público espera, ele sabe, pois sem público não há teatro - nunca esqueçam isto.Uma só pessoa é uma audiência. mas esperemos que não haja muitos lugares vazios! As produções de Lonesco estavam sempre cheias, e ele representa este valor artístico franco e belo tendo, no final de uma das suas peças, uma velha senhora que diz: "Sim, sim, morramos em plena glória. Morramos para entrar na lenda... pelo menos teremos a nossa rua..."

O Dia Mundial do Teatro existe já há 55 anos. Em 55 anos, sou a oitava mulher a ser convidada a pronunciar uma mensagem - se se pode chamar a isto uma "mensagem". Os meus predecessores (como os machos das espécies se impuseram!) falaram sobre o teatro da imaginação, liberdade, e originalidade, para evocarem beleza, multiculturalismo e fizeram perguntas sem resposta. Em 2013, só há quatro anos atrás, Dario Fo disse: "A única solução para a crise reside na esperança de uma grande caça às bruxas contra nós, especialmente contra os jovens que querem aprender a arte do teatro: assim uma nova diáspora de actores emergirá, que sem dúvida desenharão a partir deste constrangimento inimagináveis benefícios encontrando uma nova forma de representação". Inimagináveis benefícios - parece ser uma boa fórmula, valida para incluir em qualquer retórica política, não acham?

Enquanto estou em Paris, pouco antes de uma eleição presidencial, gostaria de sugerir que aqueles que aparentemente anseiam governar-nos devem estar conscientes dos benefícios inimagináveis trazidos pelo teatro. Mas também desejo sublinhar, nada de caça às bruxas!

O Teatro representa para mim o outro no seu diálogo, e é ausência de ódio. "Amizade entre os povos" - não sei muito bem o que isto significa, mas acredito na comunidade, na amizade entre espectadores e actores, a união duradoura entre todos os povos que o teatro une - tradutores, educadores, figurinistas, artistas do palco, académicos, profissionais e audiências. O teatro protege-nos; dá-nos abrigo... Acredito que o teatro nos ama... tanto quanto o amamos...

recordo-me de um antigo encenador com quem trabalhei, que, antes de cada espectáculo gritava, firmemente a plenos pulmões "Dêem espaço ao teatro!" - e estas são, esta noite, as minhas últimas palavras.»

Isabelle Hupert

quinta-feira, 16 de março de 2017

Congresso Internacional Animação Sociocultural: Turismo Rural e Desenvolvimento Comunitário



A Intervenção - Associação para a Promoção e Divulgação Cultural organiza em Ponte da Barca, nos dias 28, 29 e 30 de abril de 2017, o Congresso Internacional Animação Sociocultural: Turismo Rural e Desenvolvimento Comunitário.

Entre  os objetivos do congresso sublinhamos os seguintes:

- Projetar a cultura e o património rural como meio de animação turística;
- promover a ruralidade como meio de animação turística;
- Aprofundar os contributos que a animação sociocultural pode conferir no encontrar de metodologias ativas que leve as pessoas a encontrarem o seu autodesenvolvimento dentro dos seus próprios territórios; 
- Repensar o modelo de formação de técnicos de turismo, animadores socioculturais, incidindo na necessidade de um perfil de profissional que dinamize projetos turísticos assentes na interação humana, valorização do património e o desenvolvimento rural (levar os agentes locais e os turistas a envolverem-se na história, na tradição local e a tornarem-se eles mesmos cartazes de publicidade ao meio);
- Potenciar a animação sociocultural, o turismo, o património e a cultura como geradores de emprego, empreendedorismo, eventos e projetos de dinamização local, regional e nacional.

A metodologia de trabalho no congresso assentará em  painéis, mesas redondas, relatos de experiências e em duas conferências temáticas: a conferência inaugural subordinada ao tema Turismo Rural e Ruralidade - realidades e ficções e a conferência de encerramento com o tema Desenvolvimento rural e intervenção comunitária.

Nos painéis estarão em destaque os seguintes temas: Turismo, Saúde, Ócio, tempo Livre e intervenção terapêutica no Espaço Rural; Turismo paranormal e religiosidade no espaço rural; Animação Sociocultural, turismo e ruralidade, património, intervenção social, cultural, educativa e desenvolvimento local; As Artes e a Cultura como meio de animação turística rural e educação comunitária; animação, gastronomia, tradição e inovação no espaço rural; Turismo rural: Educação e Animação ambiental, criatividade e empreendedorismo. 

No espaço dedicado aos relatos de experiências haverá lugar para Relatos de Projetos e Experiências de Turismo no Espaço Rural a nível nacional e em Ponte da Barca. Na mesa redonda destaque para Os Incentivos e apoios ao turismo e desenvolvimento rural. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Reconhecimento político do papel social das universidades seniores

As universidades seniores não são apenas academias do saber, antes um projeto coletivo de grande alcance social e de intervenção para e com a população sénior, espaços privilegiados para a animação sociocultural. Na verdade, as questões da terceira idade continuam na agenda das políticas públicas e são uma das áreas de intervenção dos atores sociais e culturais (animadores socioculturais, assistentes sociais e educadores sociais, sociólogos, entre outros profissionais).

Há muito que para os animadores socioculturais (pelo menos para muitos deles) as universidades seniores são instituições de grande alcance e de intervenção socioeducativa, social e cultural, espaços de sociabilidade, de participação social e de inclusão dos seniores. A Resolução do Conselho de Ministros n.º76/2016, de 29 de novembro, materializa o reconhecimento político das academias seniores. Segundo a resolução o Conselho de Ministros reconhece «[…] a importância das academias designadas “universidades seniores” como respostas socioeducativas que visam criar dinamizar regularmente actividades nas áreas sociais, culturais, do conhecimento, do saber e de convívio, a partir dos 50 anos de idade, prosseguidas por entidades públicas ou privadas , com ou sem fins lucrativos».

Um olhar metodológico sobre a vida comunitária em concreto nas sociedades urbanas, facilmente se depreende que os grupos sociais mais vulneráveis estão isolados do ponto de vista individual e coletivo. As universidades seniores são uma resposta institucional e social de grande valor para a dignificação e inclusão dos seniores. Estas instituições desempenham um papel estratégico na valorização da cidadania das pessoas mais velhas, no acompanhamento e exercício do envelhecimento ativo. As academias de terceira idade são «escolas» de aprendizagens mútuas, de partilha de saberes, espaços de educação não formal, lugares de aprendizagens ao longo da vida e de inclusão sociocultural.

No plano municipal, as políticas para a terceira idade deverão ser desiderato permanente dos programas políticos sufragados e implementados pelos diferentes executivos. As academias seniores em muitos municípios e freguesias são a única resposta social municipal para um grupo vulnerável. Falta uma política municipal para a terceira idade… Falta incluir as problemáticas sociais da terceira idade na agenda política municipal. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Congresso Internacional Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Educação Comunitária



A Intervenção - Associação para a Promoção e Divulgação Cultural promove o Congresso Internacional: Animação Sociocultural, Globalização, Multiculturalidade, Educação Intercultural e Educação Comunitária. O evento tem como objetivos:

  •  Fomentar o debate e a reflexão em torno de sinais e inquietudes que se colocam à sociedade de hoje e consequentemente à Animação Sociocultural, à Multiculturalidade e à Educação Intercultural;
  • Valorizar a multiculturalidade e a educação intercultural como marcos de uma vivência plural potenciadora de aprendizagens assentes na partilha, na troca de experiências e de diálogos permanentes entre culturas, saberes, perspetivas, projetos e trajetos nos campos da Animação Sociocultural e Animadores Socioculturais;
  • Potenciar o reforço da educação comunitária e promover o aparecimento de redes e de uma interação comprometida na assunção de um ser protagonista do seu próprio desenvolvimento.

O congresso está estruturado por sessões temáticas. A conferência inaugural será proferida pelo professor doutor Adriano Moreira, que dissertará sobre o tema: Interculturalidade, Cidadania e Participação

No painel I estará em debate a Gerontologia Comunitária, educação intercultural e intergeracional; no painel II discutir-se-á a Educação Intercultural, Multiculturalidade, Globalização e Movimentos Sociais e no painel III a Animação Sociocultural, participação, cidadania, multiculturalidade e educação Intercultural

Animação Sociocultural, Associativismo, Voluntariado, Educação Intercultural e Intervenção Comunitária é o tema do painel IV, enquanto no painel V estará em destaque As artes, multiculturalidade e Educação Intercultural. No painel VI, O Local e o Global: desafios para as sociedades multiculturais é o tema de eleição. No painel VII estará em enfoque as Experiências de Intervenção Artística na área intercultural.

O Painel VIII será centrado no tema: A Animação Artística, multiculturalidade e educação comunitária e o painel IX na Multiculturalidade, Educação Intercultural, Turismo, Ócio e Tempo Livre. 

A conferência de encerramento subordinada ao tema Educação Intercultural - Realidades e Perspetivas será proferida pelo professor doutor António Sampaio da Nóvoa.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Receção de artigos para a revista Práticas de Animação

A revista Práticas de Animação é um projeto editorial que tem privilegiado a reflexão sobre o corpus teórico e as práticas de animação sociocultural, numa perspetiva interdisciplinar e de reflexão plural partilhada por animadores, investigadores e outros atores sociais com experiências e vivências profissionais que permitem posicionarem-se no campo teórico-prático da animação sociocultural.

É nosso desiderato reunir um conjunto diversificado de contributos que aclarem sobre as dinâmicas da animação sociocultural e sejam achegas para a reflexão nos múltiplos contextos de intervenção.

Os artigos poderão versar sobre a animação sociocultural, animação socioeducativa, animação turística, o ócio, o lazer e os tempos livres, as políticas culturais, a pedagogia social e a educação sociocomunitária entre outros domínios de investigação e intervenção priviligiados para a ação dos animadores.

A revista integra o projeto de animação digital «AD» com a Quaderns d’ Animació i Educació Social e a revista internacional Animación, territórios y prácticas socioculturales.

Neste quadro de realização está aberta a participação a todos os interessados em colaborar no próximo número da revista. Para tal poderão enviar os respetivos contributos até o próximo ao fim do mês de setembro de 2016, para o e-mail: revistapraticasdeanimacao@gmail.com 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O que faz falta

O que faz falta é animar a cidadania. Vivemos tempos sombrios onde não há espaço para a democracia participativa, um tempo de desresponsabilização face às grandes linhas estratégicas de ação coletiva. Falta uma pedagogia da militância política não partidária e democrática. É chocante a falta de (des)envolvimento dos sujeitos nas questões coletivas de interesse comum à vida comunitária.

O que faz falta é desenvolver uma pedagogia de e para a cultura com todos. O poder político no exercício das funções que lhe são confiadas, não pode ignorar a história social e cultural da comunidade. É preciso conhecer, dignificar e partilhar um passado comum para desenhar um programa político no quadro da realização da cultura.

A ação cultural é um processo contínuo de valorização dos saberes-fazeres dos sujeitos, de enobrecimento das identidades e da cultura. O que faz falta é exercitar quotidianamente uma pedagogia para a cultura, fomentar a cidadania cultural dos sujeitos, potenciar as organizações de base para que contribuam ativamente para o desenho de uma política cultural de continuidade e não ações avulsas, capricho de um ou outro político.

O que faz falta é a solidariedade humana em tempos de incertezas sociais, culturais e económicas. É urgente educar para uma cultura de paz, de solidariedade humana, fomentar o sentido do bem comum. Faz falta, cada um ser cidadão comprometidos com os seus grupos de pertença, com a comunidade que contribuiu para a afirmação da sua identidade e comummente dos valores socioculturais.

O que faz falta é educar os homens e as mulheres do futuro. A cidadania começa na escola mas não se esgota dentro dos seus muros. A educação não pode ser, apenas, a transmissão unilateral de conhecimento, antes, e cada vez mais, deverá caracterizar-se por ser um processo de aprendizagens não formais e informais, onde os jovens sejam o centro das dinâmicas educativas. É desejável um processo educativo profusamente ligado à comunidade.